acontece que
tudo estava sempre por um fio
às vésperas de ou não
por um triz de um fim
outro começo então
ou não era nada daquilo
ou era exatamente isso o que procurava
mas só se dava conta depois de tudo terminado
luzes apagadas palco vazio
aquela sensação de estranhamento e inadequação
nuncas e nãos estampados nos muros
portas cerradas o que fazer com tudo isso depois
atrás ou ao lado de mim
só mesmo minha sombra mais ninguém
quem?

12 comentários:
sensação de estranhamento e inadequação que perseguem tudo o que eu sou e o que acredito será que sou mesmo daqui sera que não é só um troque da vida ou será que ainda não acordei de uma vida que não é minha
..quem poderia estampar um poema assim que não uma divina ilustradora de palavras e sentidos?!! lindo tudo...poraqui (e)sempre,
bjo grande*)
Você teceu uma linda colcha de "estranhamentos", fico imaginando os inumeráveis tons de cinza desta cena!
Bj grande
Sou uma tonta, escrevi em um outro computador e ficou TUDO sem pontuação. Acho que o editor de lá é louco.
Sorte que, pelo menos, os acentos continuam.
Beijos.
Somos nós, somos nós...
AMEI!
bj
solidão,
essa horda faminta
que tudo devora...
é encantador seu trabalho!
Bjs
Marcia,
que saudade! Parabéns pela novidade da BANDA LARGA! Aleluia!
Assim vamos poder contar com sua honrosa visita mais vezes!
Bjs e bom Domingo!
Até mesmo a sombra é plena em sí mesma. Só não quer tomar consciência disto...
carinhos
Bela sonoridade entrelinhas de nuncas e nãos. Riodaqui - Paulo Viggu
Letra Muzzile - Música e Vozes e Violões: Paulo Viggu
Aiiii!
Pasmo, pasma, quieta, é tudo tão isso que escreveste!
Beijos despalavrados de admiração
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