não se preocupe
quando nascer passarinho
não vou lembrar mais
destas pedras
nem furo nas asas
despenhadeiro nem.
quando então, serei pluma.
apague pois rastros
tatuagens
as tardes impressas pelo calor
mãos e pés de adeus.
deixe apenas a caneca d'água,
perfume de folha amassada
entre os dedos nervosos
e aquela folha, deixe.
quando nascer
passarinho
não.

6 comentários:
Márcia tenho um presente para vc em meu blog, espero que goste. bjs
a leitura emocionada destes teus dois últimos poemas postados aqui apenas comprovam o que eu já sei: és mesmo uma poeta e tanto e mais um tanto. 1 bj
Dá vontade de nascer passarinho, tb! Beijo!
preparando ninho...
lindo dia flor
beijos
Sim... sim...
Gostei! Muito bom!
Preciso falar com você.
Beijos.
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