eu preciso de um lugar
impreciso
onde não caiba nada
caiba de tudo
um pouco menos de juízo
um lugar menos chão
onde meus pés alcancem
acima abaixo
o universo além da mão
um lugar onde não saiba
o nome das ruas
anônimos me olhando
na avenida
formigueiro humano
embaixo do travesseiro
eu preciso de um lugar
que caiba em mim
onde não caibo mais
eu preciso
onde não caiba nada
caiba de tudo
um pouco menos de juízo
um lugar menos chão
onde meus pés alcancem
acima abaixo
o universo além da mão
um lugar onde não saiba
o nome das ruas
anônimos me olhando
na avenida
formigueiro humano
embaixo do travesseiro
eu preciso de um lugar
que caiba em mim
onde não caibo mais
eu preciso


7 comentários:
Adorei a expressão do tempo...nessa poesia.
Falou tb por mim!
Beijos
Eu também, minha querida (quase) já não caibo em mim. Adoro tudo aqui. Obrigada pleo teu comentário lá no missivas. Sempre muito, muito, muito bem-vinda.
Em águas frias de inverno, saudade fica na margem. Sua obra é admirável. Paulo Viggu
márcia, há tempos não passava por aqui. li tua bela poesia, o tempo todo, com a voz do nando reis me izendo: será que eu falei o que ninguém ouvia? / será que eu escutei o que ninguém dizia?... 1 bj.
eu achava que era só são paulo. mas o mundo parece inspiurar um cansaço, que não nos cabe mais.
trocou a cor da roupa dela...bjs daqui passarinho
Márcia, delicioso e sensível poema.
bjs
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