Eclipses em desvão de caminho.
Dorme embaixo do texto
a vontade, o desejo de.
Vésperas. Por fora, no possível,
plausível e palpável,
grita o lugar-comum
da palavra previsível, ensaiada.
Esperas. Aquilo que tem trânsito livre,
o que pode, o permissível.
Eu escorrego, vadiando nas entrelinhas,
enquanto espero, ainda.
Ponto de partida para lugar nenhum,
zero a zero,
até quando,
até quanto,
até que.
Desabismos dos quases.
Antecedências anunciadas.
O branco inaudível,
inexplorado e inconcluso.
O que segura o futuro são apenas colunas de vento.







